Balaiada – Líderes e Objetivos

O que é 0

A Balaiada aconteceu entre os anos de 1838 e 1841 no inteior do Maranhão, ainda à época conhecido como província. Ela foi bem popular abarcando os pobres, prisioneiros, fugitivos e escravos. Não ficou contida somente em um lugar, acabou sendo alastrada pelo Piauí após a tentativa de invasão da capital. Foi feita por pobres da região, escravos, fugitivos e prisioneiros porque eles queriam o poder local, já que havia uma grande miséria provocada pela crise do algodão. A paz só veio a acontecer depois de que o imperador concedeu anistia aos que sobreviveram.

Tudo começou quando o irmão do vaqueiro Raimundo Gomes, da fazenda Padre Inácio Mendes (bem-te-vi) foi preso por ordem do sub-prefeito da Vila da Manga, José Egito. Não aceitando a prisão de seu irmão, o vaqueiro invadiu a cadeia pública e libertou-o, mas fez isso com o apoio de uma parte da Guarda Nacional. Depois disso, Raimundo Gomes obteve apoio de um ex-escravo chamado Cosme Bento, que era líder de um grupo de três mil africanos evadidos. Além desse, o vaqueiro também recebeu apoio de Manuel Francisco dos Anjos Ferreira.

Em meio a esse contexto, o coronel Luís Alves de Lima e silva foi nomeado Presidente e Comandante das Armas da Província para combatê-los e realmente venceu aqueles que participavam da revolta em Vila Caxias. Assim, ele subiu ao posto de general e recebeu um título de nobreza: o Barão de Caxias.

Infeliz Fim da Balaiada

A Balaiada adquiriu uma característica própria e alcançou diversas camadas populares. A elite estava apavorada e ia atrás de maneiras de combater todos os revoltados. Contudo, o próprio movimento se dispersou depois de uma tentativa que não deu certo de invadir a capital São Luís. Quando chegou a esse ponto, alcançou a província de Piauí. Mesmo que tenha se dispersado, o governo regencial queria acabar com ele.

Como a situação estava sendo alastrada, o governo regencial mandou tropas para dar conta do recado e o comandante era o coronel Luís Alves. Houve então uma forte ação militar mas ligada a uma resolução pacífica com a concessão de anistia a alguns chefes que estavam ligados à Balaiada. Esses deveriam ajudar na repressão aos rebelados e assim aconteceu a pacificação, em 1841, anos depois do início da revolta.

Contudo, os grandes líderes balaios foram assassinados durante a revolta e outros foram ainda capturados que depois foram executados, a exemplo de Cosme Bento, que foi morto por enforcamento.

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