Industrialização Brasileira – História e seus avanços

O que é 0

A Industrialização Brasileira só teve seu auge entre as décadas de 40 e 50, durante os Governos de Getúlio Vargas. Antes disso o parque industrial do Brasil era bastante precário e recebia poucos investimentos, uma vez que a exportação de produtos primários, principalmente o café, sempre foram o forte de nossa economia, caracterizada, portanto, como agroexportadora.

Em algumas épocas de nossa história, no entanto, houve alguns surtos industriais; o mais significativo, por exemplo, foi o que ocorreu já no final do segundo reinado, quando em meados do século XIX com a indústria têxtil. Vários foram os fatores que contribuíram para esse surto, dentre eles estavam a existência de mão-de-obra farta e barata que contribuiu para que o custo dos produtos baixassem; e a proibição do tráfico de escravos, em 1850, que fez com que o grande capital que era investido nessa atividade fosse redirecionado para a indústria. Nesta época podemos destacar como grande nome da Industrialização Brasileira o grande empresário brasileiro Irineu Evangelista da Silva, mais conhecido como Visconde de Mauá.

Ainda durante o Segundo Reinado foi possível outro surto industrial, agora nos anos 80, isto porque parte dos lucros obtidos na produção e, sobretudo, na comercialização do café passou a ser investida na instalação de fábricas e na importação de trabalhadores assalariados de origem europeia. Por esta época o número de estabelecimentos industriais saltou de 200 em 1881 para mais de 600 em 1889. Destacavam-se nessa ordem as indústrias: têxtil, alimentos e produtos químicos.

Fatores que contribuíram para a Industrialização Brasileira

A Industrialização Brasileira conheceu outro auge durante a República Oligárquica, tanto que entre 1889 e 1907 o número de fábricas cresceu cinco vezes, passando de cerca de 600 para 3.258. Os grandes centros industriais eram Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul e os setores mais produtivos eram o têxtil e o alimentício. No entanto, na década de 1920, impulsionado pela riqueza resultante da cafeicultura, São Paulo, se tornaria o maior centro industrial do país com cerca de 40% da produção.

Porém a Industrialização Brasileira ganhou verdadeiro impulso durante a Era Vargas. Vários foram os fatores que contribuíram para isso, como:

1. A diminuição das importações, causada pela desvalorização da moeda ocorrida a partir da crise de 1929 e pela Segunda Guerra Mundial; com isso tornava-se necessário produzir internamente as mercadorias antes importadas.

2. O atendimento ao mercado externo, especialmente a países vizinhos, que passavam pela mesma dificuldade para importar de fornecedores tradicionais; em 1943, os produtos têxteis ocupariam o segundo lugar na pauta de exportações de 13%, logo abaixo do café.

Durante a Segunda Guerra Mundial, ainda, foi construída a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN ), em Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro. Ela seria o marco da siderurgia pesada no país e o fator mais importante nos anos seguintes para o desenvolvimento da indústria nacional, até então dependente do exterior para obter matérias-primas e equipamentos.

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