Manuel Bandeira – Principais Obras

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Um dos grandes nomes da literatura brasileira, Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho (1886-1968) nasceu em Recife; estudou no Rio de Janeiro transferindo-se depois para São Paulo, onde iniciou o curso de Engenharia, que não concluiu. Contraindo Tuberculose, que na época, era uma doença fatal, foi tratar-se na Suíça, o que o pôs em contato com vários escritores franceses pós-simbolistas. Entre 1916 e 1922 morreram grande parte de seus familiares e, não só isso, mas também a constante aproximação com a possibilidade de uma morte prematura devido à Tuberculose, o fizeram criar uma certa familiaridade com a morte, que acaba marcando veementemente todas as suas obras. Bandeira trabalhou como professor durante algum tempo, mas dedicou a maior parte de sua vida aos livros e a produção literária de poesias e antologias.

Os primeiros poemas de Manuel Bandeira que foram publicados são “Cinza das horas” e “Carnaval”, de caráter intimista e ligados ao movimento crepuscular (espécie de Simbolismo tardio) foram também influenciados pela poesia parnasiana. Como uma característica própria e marcante, reflexo de sua vida pessoal, o poeta demonstra tristeza e contenção no poema “Desencanto”.

Principais Obras de Manuel Bandeira

Representante do Movimento literário do Modernismo, Manuel Bandeira apropria-se da liberdade da forma, do estilo e da linguagem desse período, produzindo e construindo poemas que tornaram sua obra uma das mais originais de nossa literatura. Em “Libertinagem”, por exemplo, o poeta passa da dimensão individual para a social e cultural marcada por negativas e fugas exemplificadas por “Poética” e “Vou-me embora para Pasárgada”.

Sua temática privilegia o cotidiano, recriando cenas e tipos populares , como em “Meninos carvoeiros” e “Balõezinhos”; e principalmente, a saudade da infância em Recife, num estilo saudosista, marcam também sua obra. Como ponto central, a morte possui presença constante e é nitidamente esperada pelo autor, é personificada como a “Dama branca” ou a “indesejada das gentes” e evocada em inúmeros poemas, como no terceto final de “Vontade de morrer”.

Há também em sua obra um sentimento de ternura pelo o que é humilde e frágil fazendo-o ter manifestações solidárias, porém contidas. Em meio ao lirismo amoroso e por vezes desencantado, destacam-se versos marcados pelo erotismo e pela sensualidade. O lirismo com que expressa a melancolia e a solidão, por vezes, alterna-se com a ironia ou auto ironia, como em “Testamento”.

Por fim, suas principais obras foram: na poesia Cinzas das horas, Carnaval, Ritmo dissoluto, Libertinagem, Estrela da manhã, Belo, belo; Opus 10, Estrela da tarde, Estrela da vida inteira , entre outras.

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