Mononucleose Infecciosa

O que é 0

A Mononucleose Infecciosa (MI), conhecida como febre glandular ou a famosa doença do beijo é uma síndrome clínica caracterizada por apresentar dores de cabeça, febre, dor de garganta, ínguas localizadas na região do pescoço, mal-estar, aumento dos gânglios e leve e transitória inflamação do fígado. Essa enfermidade apresenta uma baixa taxa de mortalidade e de letalidade e a manifestação acontece de forma aguda (intensa) e é, geralmente, benigna.

A doença do beijo é causada por um vírus chamado de Epstein-Barr (EBV), que é um gamavírus DNA que faz parte da mesma família do vírus causador da herpes. A infecção do vírus ocorre graças ao contato com a saliva de um indivíduo infectado e, após isso, ocorre a entrada do EBV pela orofaringe que acarreta uma viremia, ou seja, o vírus acomete o sistema linforreticular ? fígado, medula óssea, baço e pulmões. Além disso, a doença também pode ser adquirida ? embora raramente ? através da transfusão de sangue e do contato sexual.

Sintomas da Mononucleose Infecciosa

Os sintomas da Mononucleose Infecciosa - que tem um padrão diário e, no geral, vespertino – são, geralmente, formados por uma tríade bastante clássica composta de dor de garganta, ínguas pelo corpo e febre. Entretanto, outros sintomas como náuseas, calafrios, desconforto abdominal, dores articulares, emese e tosse também podem aparecer eventualmente.

Os indícios dessa enfermidade costumam aparecer, em média, após 2 a 3 semanas da infecção, que são chamadas de período de incubação. Em 5% dos casos de infecção o – rash – manchas na pele parecidas com urticária – também acomete o paciente. Outra descoberta bastante relevante é que a Mononucleose Infecciosa pode apresentar aumento do baço (em 50% dos casos) e também do fígado (em 15% dos casos). Entretanto, é bom sempre ficar de olho, porque a doença do beijo também pode ser assintomática (não apresentar sintomas).

O diagnóstico da Mononucleose Infecciosa é realizado através de um exame clínico que levanta suspeitas sobre essa enfermidade. Entretanto, para ter certeza se está ou não com a febre glandular, é necessário e imprescindível realizar um exame de sangue para detectar a presença de anticorpos no organismo do indivíduo. Esse teste é realizado em laboratório através de um pedido médico que, após a avaliação clínica, decide se é necessária a realização ou não do exame.

A Mononucleose Infecciosa, assim como a catapora, confere ao indivíduo que já teve a doença uma imunidade permanente, ou seja, é extremamente raro ocorrer uma segunda infecção. Entretanto, diferente da catapora, não há necessidade de isolar um paciente contaminado pelo vírus da MI, visto que a infecção ocorre apenas através de um contato bastante próximo e íntimo. Apesar de já existir uma vacina que abrange a doença, não existe nenhum recurso confiável, seguro e eficaz o bastante para prevenir a Mononucleose Infecciosa.

A febre glandular, assim como muitas doenças virais (causadas por vírus), não conta com um tratamento específico disponível. A sorte é que não existe a real necessidade de tratar, visto que é uma enfermidade autolimitada. Na verdade, o que ocorre é a utilização de medicamentos – antitérmicos e analgésicos – para oferecer ao paciente o melhor conforto possível na condição que está enfrentando. Recomenda-se também que o indivíduo que apresenta aumento no baço ou no fígado não realize nenhum tipo de esforço. Assim, o importante durante a incidência da Mononucleose Infecciosa é repousar, cuidar-se e aliviar os sintomas através de medicamentos e, enquanto isso, o próprio organismo fará o resto.

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