Pleonasmo – Conceito e Exemplos

O que é 0

Para sabermos escrever e ler bem temos que saber e dominar as regras gramaticais da Língua Portuguesa, para tanto, é preciso estudar e treinar a leitura e a escrita. No entanto, se você quer incrementar a sua escrita, tornando seu texto mais sugestivo, mais bonito, e de maneira geral, realçar o sentido e a mensagem do mesmo, a melhor maneira é usar mão de recursos lingüísticos como as Figuras de Linguagem, dentre as quais se destaca o Pleonasmo.

As figuras de linguagem são, em suma, recursos expressivos da Língua Portuguesa usados para realçar os textos e torná-los até mais interessantes durante a leitura. Existem muitas figuras de linguagem, que se subdividem em figuras de linguagem sonoras (ou de som), figuras de construção, de pensamento e figuras de palavras.

No caso do Pleonasmo ele é tido como uma Figura de Construção, justamente porque é no modo de construção da frase que ela pode ser caracterizada como pleonástica. O Pleonasmo consiste, portanto, em uma redundância cuja finalidade é realçar a mensagem do texto. No entanto, quando o Pleonasmo ocorre sem ser intencional, isto é, quando a pessoa que escreve ou fala, não tem essa intenção de realçar o texto ou a fala, ele deixa de ser uma figura de linguagem para ser um vício de linguagem, quando falamos palavras desnecessárias, por exemplo: quando dizemos “subir para cima”, “descer para baixo”, “ficar cego dos olhos”; em todos os casos houve uma repetição desnecessária, pois se subimos, só pode ser para cima, se descemos, também só pode ser para baixo e, se ficamos cegos só pode ser dos olhos. Esse tipo de erro ocorre muitas vezes no nosso dia a dia, muitas vezes, sem que percebamos, então nesse caso temos que ficar atentos ao que dizemos, não é mesmo!

Exemplos de Pleonasmo

Agora, quando o Pleonasmo é uma figura de linguagem, existem muitas construções textuais, principalmente literárias e poéticas, que se usam desse recurso lingüístico, como por exemplo:

1. “…rir meu riso e derramar meu pranto…”

2. Minha felicidade eu a conquistei.

3. A mim me parece certa a observação que Aline fez.

Apesar de no exemplo 1º Pleonasmo ser bastante claro, nos exemplos 2 e 3 isso pode não acontecer, pois nos deparamos com objetos pleonásticos que, as vezes, são mais difíceis de serem percebidos.

Fica claro, então que o Pleonasmo como figura de linguagem é um recuso expressivo que pode ser usado tanto em construções gramaticais como em construções poéticas e literárias, sendo em todos os casos, correto. Porém, o mesmo não ocorre quando ele torna-se um vício de linguagem e, portanto, deve ser evitado, já que constitui um erro lingüístico.

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