Quem foi Zumbi dos Palmares

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Maior símbolo da resistência negra contra a escravidão no Brasil, Zumbi dos Palmares, foi um líder escravo alagoano, o último chefe do Quilombo dos Palmares, que lutou até os últimos momentos de sua vida para ver o seu povo livre e respeitado, como lhe era de merecimento. Até hoje lembrado e aclamado, principalmente no dia da Consciência Negra, foi morto pelas tropas do governo Brasileiro sob o comando de Domingo Jorge Velho.

Palmares surgiu a partir da reunião de negros fugidos da escravidão nos engenhos de açúcar da Zona da Mata nordestina, em torno do ano de 1600. Eles se estabeleceram na Serra da Barriga, onde hoje é o município de União dos Palmares (AL). Ali, devido às condições de difícil acesso, puderam organizar-se em uma comunidade que, estima-se, chegou a reunir mais de 30 mil pessoas.

No entanto, o Quilombo não foi um fenômeno isolado ou circunstancial. Sua incidência se deu em todo o território colonial, até as vésperas da Abolição, em 1888. Ainda hoje subsistem comunidades remanescentes de antigos quilombos espalhados por todo o país. Os habitantes dos quilombos, os quilombolas, produziam seus alimentos e desenvolviam pequenas oficinas para fabricar roupas,móveis e instrumentos de trabalho. A história de resistência dos quilombos, dos quais o Palmares foi o maior símbolo e expoente de luta, tinham como segredo de resistência aos ataques que sofriam, os seus habitantes, que preferiam morrer lutando a volta à condição de escravos.

Palmares, cujo grande líder foi Zumbi dos Palmares, surgiu na virada do século XVI para o século XVII e durou cerca de 100 anos! Situado na Serra da Barriga, no atual Estado de Alagoas, constituía na verdade uma confederação de quilombos na qual viviam milhares de pessoas, como já dito.

Morte de Zumbi dos Palmares

A resistência dos quilombos de palmares e do seu líder Zumbi, foi um dos mais sérios problemas enfrentados pela administração colonial em terras americanas. O governo chegou mesmo a admitir que a vitória sobre o quilombo teve o mesmo peso da expulsão dos holandeses. Durante 80 anos, os quilombolas de Palmares derrotaram mais de 30 expedições comandadas pelos melhores chefes militares da época. A destruição ocorreu em 1695, com a colaboração do bandeirante paulista Domingo Jorge Velho.

Durante essa destruição, Zumbi é ferido e foge. Baleado, ele teria caído de um desfiladeiro, o que deu origem à história de que teria se suicidado para evitar a prisão. Resistiu na mata por mais de um ano, atacando aldeias portuguesas. Em 20 de novembro do ano seguinte, depois de ser traído por um antigo companheiro, Antonio Soares, Zumbi é localizado pelas tropas portuguesas. Preso, Zumbi é morto, esquartejado, e sua cabeça é levada a Olinda para ser exposta publicamente, ação esta que teve como objetivo o de acabar com os boatos que corriam entre os negros escravizados do litoral de que o líder quilombola era imortal.

No entanto, apesar de mortal, Zumbi foi imortalizado na memória de todo o povo brasileiro como o maior símbolo da resistência negra contra a escravidão e, apesar da vergonha de nossa história escravocrata, sua resistência e sua morte violenta são memórias que deixam acesa a chama da luta, não só da parcela negra da população, mas dela como um todo, por uma sociedade mais justa e sem preconceitos.

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