Valores de Max Weber

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Um dos expoentes do pensamento sociológico, Max Weber foi um dos maiores sociólogos alemães do século XIX que teve como influências as filosofias de Kant e de Hegel, além do pensamento positivista, ao qual se opôs veementemente.

Max Weber nasceu na cidade de Erfurt na Alemanha e proveu de uma família burguesa liberal. Desenvolveu estudos de Direito, Filosofia, História e Sociologia, constantemente interrompidos por uma doença que o acompanhou durante toda a vida. Iniciou a carreira de professor em Berlim e, em 1895, foi catedrático em Heidelberg. Durante sua vida intelectual e acadêmica, manteve contato com grandes pensadores da época que até hoje, assim como ele, são objeto de estudos e tiveram pensamentos ainda plausíveis na contemporaneidade, como: Simmel, Sombart, Tonnies e Georg Lukács.

No meio político, defendeu ardorosamente seus pontos de vista liberais e parlamentaristas e, como uma ação historicamente conhecida, participou da comissão redatora da “Constituição de Weimar”.

Sua maior influência nos ramos especializados da Sociologia foi no estudo das religiões, estabelecendo relações entre formações políticas e crenças religiosas. Suas principais obras foram: Artigos reunidos de Sociologia da Religião, Artigos reunidos de Teoria da Ciência, Economia e Sociedade (Obra Póstuma), como grande marco A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, que caracteriza bem essa relação entre formação política-econômica e crenças religiosas.

Conhecimento da História para Max Weber

Como já dito, Max Weber se opõe veementemente à corrente positivista de pensamento que teve como berço a França. Esta corrente, em linhas muito gerais, tem como peculiaridade, que difere da de Weber e das correntes idealistas alemãs, a maneira de encarar a história. Para o positivismo, o que o cientista tem diante de si, como história, é o processo universal de evolução da humanidade, cujos estágios ele pode perceber pelo método comparativo, capaz de aproximar sociedades humanas de todos os tempos e lugares. A história particular de cada sociedade, portanto, desaparece diante dessa lei geral positivista. Essa forma de pensar faz desaparecer as particularidades históricas, assim como os indivíduos perdem sua importância. Assim, essa posição positivista anula a importância dos processos históricos particulares, valorizando apenas a lei de evolução, a generalização e comparação entre formações sociais.

No extremo oposto deste pensamento está Weber que considera a pesquisa histórica essencial para a compreensão das sociedades. Essa pesquisa, por sua vez, deve estar baseada na coleta de documentos e nos esforços interpretativos das fontes para o real entendimento das diferenças sociais, as quais, para Weber, seriam de gênese e formação e não de estágios de evolução.

Portanto, segundo a perspectiva de Max Weber o caráter particular e específico de cada formação social e histórica contemporânea deve ser respeitado. O conhecimento histórico entendido como a busca de evidências torna-se um poderoso instrumento para o cientista social.

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